quarta-feira, 28 de maio de 2014

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Uma opinião sobre as eleições para a reitoria da UFPel


Fazem mais ou menos dois anos que me desvinculei da UFPel, mas ainda guardo um carinho enorme pela instituição e por tudo que passei enquanto fui estudante de História nessa Universidade. Assim sendo, não dá pra ser omisso enquanto vejo o discurso fácil, entremeado de conservadorismos travestidos de uma suposta postura "de esquerda", nivelar dois projetos absolutamente antagônicos. 

Não é possível alguém que tenha acompanhado a universidade nos anos César Borges, finja não saber o que representa de fato o projeto da chapa 1 (Composta pelo atual Vice-reitor). Me surpreende inclusive, manifestação de apoio de quem inclusive se opôs a esse tipo de concepção que detonou a Universidade nos últimos 8 anos, seja primeiro turno deste histórico processo ou ao longo desse período. Mais do que relativizar as próprias concepções do modelo de universidade que se dispuseram a disputar (seja como candidatos, seja como colaboradores), colocam em xeque o futuro da própria universidade por conta de projetos pessoais que apenas transmitem o simulacro de uma coletividade, de um projeto real. 

Aos críticos de uma dita "partidarização" dentro da universidade (conceito mal acabado, que traz em si uma visão anacrônica do que é a universidade), me parece que as posturas dos mesmos em nada diferem da velha política tradicional  a que tanto criticam. Revanchismo, crítica pela crítica, retórica podre, falta de projeto... Vemos isso todos os dias, não precisamos de mais do mesmo em um espaço onde o conhecimento é palavra-chave. 

Transformar a universidade é preciso. Mas pra garantir que esse avanço ocorra, é preciso rever práticas, refletir sobre os discursos e principalmente, definir modelos de sociedade e de universidade que queremos. Mais 4 anos do grupo do César Borges no comando da UFPel será uma tragédia sem precedentes. 

domingo, 30 de outubro de 2011

Entre a lucidez e o oportunismo

Militantes da dita oposição de esquerda deveriam aprender com o Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). É lúcido, coerente e com uma análise nítida da conjuntura. E o melhor de tudo, não faz eco com os oportunistas de plantão do seu próprio partido, que usam até o estado de saúde do ex-presidente Lula pra fazer crítica ao PT.

Ironia ou não, uma importante parcela destes sequer usa o SUS que recomendam ao presidente. E o essencial: Como se o Lula no SUS fosse fazer alguma diferença ao conjunto da população. Falam como se o Lula no SUS seria a panacéia do serviço de saúde pública na torta visão destes.

É, o "sofativismo" (ativismo de sofá) desses mesmos oportunistas também vai fazer uma baita diferença na qualidade dos serviços de saúde.

Ai, ai, a pós-modernidade...

Além do comportamento de uma parcela da militância “orgânica”, há também o senso comum incorporado por parte da sociedade, que completamente consumido pelo modus operandi da Direita nacional, adora ver alguma crítica a algum político para poder replicar. O colega Tiago Franckini resumiu muito bem:

“As pessoas concordam com qualquer coisa revoltadinha que se escreva no facebook contra qualquer político. Não param pra refletir um segundo e ficam dando ibope pra besteiras. Qualquer semelhança com o comportamento eleitoral não é mera coincidência.”

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Uma nova política de uma nova geração

*Bruno Elias


“Vocês não nos deixam sonhar. Nós não os deixaremos dormir”


O Brasil vive um momento desafiador. Ao mesmo tempo em que é palco de conquistas sociais reconhecidas pelos seus e pelo mundo, possui a maior geração de jovens de sua história: somos aproximadamente 50 milhões de brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos.

Por muito tempo, ao se falar de juventude, era comum o recurso ao saudosismo. Em oposição aos engajados da “geração de 68”, a nova geração de jovens seria apática, despolitizada e quando muito teria tido seu último suspiro político nas mobilizações estudantis do Fora Collor. Desconstituía-se, assim, não só a memória de ações reais de toda uma década, como a própria idéia de participação, organização e ação coletiva contemporânea.

A Geração Coca-Cola, cujos heróis “morreram de overdose” e perguntou “Que país é esse?”, lutou e participou ativamente das mudanças políticas dos anos seguintes. Nas eleições, votou em sua maioria pela mudança em 2002 e por sua continuidade em 2006 e 2010. De estatística das desigualdades sociais nas décadas perdidas passaram a ser alcançados pelas políticas sociais e pelo crescimento econômico dos últimos anos.

É com este país em mudança que uma nova geração de jovens entra em cena. Contrariando o senso comum de certos formadores de opinião e meios de comunicação, a estabilidade democrática e as novas tecnologias potencializaram novas formas de participação da juventude. Conectada ao mundo a partir da internet, percebemos nas redes sociais, na ação comunitária ou nas marchas libertárias dos últimos meses, uma atuação coletiva cada vez mais diversificada.

Batalhando no trabalho e nos estudos, a atual geração de jovens é otimista em relação ao país, mas quer muito mais. Vivendo uma fase da vida em que o indivíduo processa de maneira intensa seus conflitos, decisões e sua inserção na vida social, os jovens estão cada vez mais atraídos por novas bandeiras. Tendo parte da agenda de inclusão social atendida pelos avanços dos últimos anos, ganham força as reivindicações ligadas à liberdade, autonomia e experimentação.

Parte importante desta juventude já não se enxerga no jeito “tradicional” de fazer política. Contando com poucos representantes nos espaços de poder e atenta às denúncias de corrupção, deseja mais do que ações pontuais contra malfeitos com a coisa pública. O anseio é por mudanças mais profundas, algo que um grande debate público sobre a reforma política – para além dos gabinetes dos beneficiados pelo atual modelo - poderia mobilizar.

Entre os próprios partidos políticos, são poucos os que levam o tema juventude a sério. Quando não são tratados como meros tarefeiros, a visão dominante e instrumental encara a juventude como “celeiro de quadros”, a serem formados para o futuro. A compreensão do jovem como sujeito político do presente, capaz de participar da renovação do projeto político dos partidos, permanece como um grande desafio.

Um partido como o PT, por exemplo, não entende porque tem quase 30% da preferência do eleitorado, mas perde apoio nas novas gerações. O fato é que para grande parte dos jovens, o partido já é visto como igual aos demais partidos tradicionais. A crescente institucionalização, o refluxo do debate ideológico e a ausência de discurso e diálogo com as novas redes da juventude reforçam este estigma.

Querendo ou não, os partidos políticos serão chamados a fazer esse debate nos próximos anos. Nas próximas disputas eleitorais, a mera estratégia de comparar os governos petistas com os governos tucanos, apesar de importante, não será suficiente. Aos jovens será fundamental que os partidos apresentem uma agenda de conquistas e mudanças para o futuro, já que muitos pela idade não vivenciaram com tanta nitidez o contraste entre um e outro modo de governar.

Ao ser fundado, o PT promoveu um grande encontro entre a geração de jovens que lutou contra a ditadura e a jovem classe operária presente nas mobilizações da década de 1970 e 1980. É hora do PT surpreender mais uma vez, apostando nas suas novas gerações e na afirmação de um projeto democrático e popular que ganhe corações e mentes da juventude.

*Bruno Elias (@_brunoelias) é estudante de Serviço Social da Universidade de Brasília e Coordenador de Relações Internacionais da Juventude do PT

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia 11 de agosto de 2011: Feliz, Feliz Dia do Estudante!

Posto aqui texto da Mariana Carlos, grande companheira e vereadora em Cachoeira do Sul. Um grande dia para a comunidade da cidade, que deu uma prova de que a sociedade organizada pauta governos e conquista desenvolvimento.


Espírito da Mobilização Estudantil: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
Créditos da foto: Sérgio (Sulfoto)




Dia 11 de agosto de 2011

Feliz, Feliz Dia do Estudante!


Em 11 de agosto de 1827, D. Pedro I institui no Brasil os dois primeiros cursos de educação superior, um em Olinda e outro em São Paulo. Até então, a escola de nível superior mais próxima era em Coimbra, Portugal. As primeiras turmas dos cursos brasileiros tinham poucos alunos, estruturas simples e salas feitas de taipa. Em 1934 um dos cursos foi incorporado pela USP.


Coincidência ou não, hoje, dia 11 de agosto de 2011, os estudantes também podem comemorar a conquista de um centro de educação superior federal. Mais do que isso, comemorem por fazerem parte desta conquista. Comemorem por estarem transformando as suas vidas e os rumos da própria sociedade em que vivem.


A Mobilização Estudantil “Vem, UFSM: o estudante quer, a região precisa” entrou para a história da região central do Estado – não somente pela quantidade de pessoas que participaram da Passeata e do Ato Público no dia 13 de julho, mas fundamentalmente por ser um movimento vitorioso. Os estudantes cachoeirenses foram os grandes protagonistas da mobilização social que foi decisiva para a confirmação da extensão universitária para a cidade, que certamente será feita pela Presidente Dilma Rousseff no dia 16 de agosto.


Com o apoio da Comissão Comunitária Pró-UFSM, coordenada pelo Promotor João Ricardo Tavares; da 24ª Coordenadoria Regional de Educação, coordenada pela Telda Assis; da Prefeitura e Secretaria Municipal de Educação, através do Prefeito Sergio Ghignatti e Secretária Ana Margarete Vivian; das direções das escolas públicas e privadas, a Comissão de Mobilização Estudantil mobilizou os estudantes, chamou a comunidade e a UFSM e o Governo Federal atenderam!


Feliz, Feliz Dia do Estudante com muitos motivos para comemorar!



Mariana Carlos

Coordenação de Mobilização Estudantil Vem, UFSM